Tramoia

Tramoia narra uma bem-humorada história que tem como espinha dorsal o personagem Seu Raimundo, um bodegueiro que é proprietário de um estabelecimento num vilarejo de beirada de pista do sertão cearense.

Seu Raimundo é quem despacha os fregueses a cada parada de topique e ainda consegue tempo para conversar com conterrâneos e viajantes sobre os problemas da região.

A TV parabólica, sempre ligada nos noticiários, atualiza os sertanejos dos acontecimentos Brasil afora e faz, do pequeno estabelecimento, um entreposto comercial que liga aquele pedaço de chão ao mundo inteiro.

O enguiço de um carro-pipa na frente da bodega é motivo para a recorrente prosa sobre a falta d´água e a eterna e já centenária promessa dos políticos em transpor as águas do rio São Francisco.

Entre a opinião de um conterrâneo e outro, Seu Raimundo matuta uma ideia que pode mudar a realidade daquele povoado e, quem sabe, de todo povo do sertão. Um plano, ou melhor, uma tramoia, que possa influenciar os poderosos em Brasília para construírem, sem dúvida, a maior e mais importante obra para o homem do sertão: a transposição das águas do rio São Francisco.

Tramoia dialoga com a sátira popular que diz que em todo lugar tem um cearense e que não é por acaso: há uma “conspiração cearense para dominar o mundo!” Não é a toa que Seu Raimundo, um bodegueiro de um pacato vilarejo cearense consegue, com as bênçãos de “Padim Ciço”, concretizar o seu audacioso plano. E você, conhece alguns cearenses? Cuidado, eles estão em todo lugar e podem conseguir o que querem sem precisar do poder e das elites!

LEI ESTADUAL

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